Paróquia de Campelos

Meditações do Papa Francisco

Mistérios Gloriosos

Domingo e Quarta

Evangelho de São João

«No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou» (Jo 20,1-8).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “Na manhã de Páscoa, informados pelas mulheres, Pedro e João correram até ao sepulcro e encontraram-no aberto e vazio. Então aproximaram-se e «inclinaram-se» para entrar no sepulcro. Para entrar no mistério, é preciso «inclinar-se», abaixar-se. Somente quem se abaixa compreende a glorificação de Jesus e pode segui-l’O na sua estrada.

 

A proposta do mundo é impor-se a todo o custo, competir, fazer-se valer… Mas os cristãos, pela graça de Cristo morto e ressuscitado, são os rebentos duma outra humanidade, em que se procura viver ao serviço uns dos outros, ser não arrogantes mas disponíveis e respeitadores.

 

Isto não é fraqueza, mas verdadeira força! Quem traz dentro de si a força de Deus, o Seu amor e a Sua justiça, não precisa de usar violência, mas fala e age com a força da verdade, da beleza e do amor.

 

Do Senhor ressuscitado imploramos hoje a graça de não cedermos ao orgulho que alimenta a violência e as guerras, mas termos a coragem humilde do perdão e da paz. A Jesus vitorioso pedimos que alivie os sofrimentos de tantos irmãos nossos perseguidos por causa do Seu nome, bem como de todos aqueles que sofrem injustamente as consequências dos conflitos e das violências em curso, e que são tantas” (Mensagem Urbi et orbi, Páscoa 2015).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Evangelho de São Lucas

«Depois Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, afastou-Se deles e foi elevado ao Céu. Eles prostraram-se diante de Jesus, e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria. E estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus» (Lc 24,50-52).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “Jesus, quando volta para o Céu, leva ao Pai uma prenda. Que prenda é? As Suas chagas. O Seu corpo lindíssimo, sem manchas, sem as feridas da flagelação, mas conserva as chagas. Quando volta para o Pai mostra-Lhe as chagas e diz-Lhe: «Repara Pai, este é o preço do perdão que Tu dás». Quando o Pai vê as chagas de Jesus perdoa-nos sempre, não porque nós somos bons, mas porque Jesus pagou por nós. Olhando para as chagas de Jesus, o Pai torna-Se mais misericordioso. Este é o grande trabalho de Jesus hoje no Céu: mostrar ao Pai o preço do perdão, as Suas chagas. Esta é uma coisa agradável que nos estimula a não ter medo de pedir perdão; o Pai perdoa sempre, porque vê as chagas de Jesus, vê o nosso pecado e perdoa-o.

 

E juntamente com Jesus acompanha-nos Maria, nossa Mãe. Ela já está na casa do Pai, é Rainha do Céu e assim a invocamos neste tempo; como Jesus ela está connosco, caminha connosco, é a Mãe da nossa esperança” (Regina Coeli, 1 de junho de 2014).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Atos dos Apóstolos

«Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem» (Atos 2,1-4).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “Com efeito, aquela porta que ficou fechada durante cinquenta dias, finalmente foi aberta de par em par, e a primeira Comunidade cristã, não mais fechada em si mesma, começa a falar às multidões de diferentes proveniências sobre as maravilhas de Deus (cf. v. 11), ou seja, sobre a Ressurreição de Jesus, que fora crucificado. E cada um dos presentes ouve os discípulos falarem na sua própria língua. O dom do Espírito restabelece a harmonia das línguas que se tinha perdido em Babel e prefigura a dimensão universal da missão dos Apóstolos. A Igreja não nasce isolada, mas universal, una, católica, com uma identidade específica mas aberta a todos, não fechada, com uma identidade que abrange o mundo inteiro, sem excluir ninguém. A mãe Igreja não fecha a porta na cara de ninguém! Nem sequer ao maior pecador, a ninguém! E isto devido à força, à graça do Espírito Santo. A mãe Igreja abre de par em par as suas portas a todos, porque é mãe.

O Espírito Santo derramado durante o Pentecostes no coração dos discípulos é o começo de uma nova estação: a estação do testemunho e da fraternidade. É uma estação que vem do alto, vem de Deus, como as chamas de fogo que pousaram sobre a cabeça de cada discípulo. Era a chama do amor que queima toda a aspereza; era a língua do Evangelho que ultrapassa os confins postos pelos homens e sensibiliza os corações da multidão, sem qualquer distinção de língua, raça ou nacionalidade. 

 

Confiemo-nos à intercessão maternal de Maria Santíssima, que estava presente como Mãe no meio dos discípulos no Cenáculo: é a mãe da Igreja, a mãe de Jesus que se tornou mãe da Igreja” (Regina coeli, 24 de maio de 2015).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

1.ª Carta aos Coríntios

«Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem vem a ressurreição dos mortos. E, como todos morrem em Adão, assim em Cristo todos voltarão a receber a vida. Mas cada um na sua própria ordem: primeiro, Cristo; depois, aqueles que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda» (1 Cor 15,2o-23).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “A nossa existência, vista à luz de Maria elevada ao Céu, não é um deambular sem sentido, mas uma peregrinação que, apesar de todas as suas incertezas e sofrimentos, tem uma meta segura: a casa do nosso Pai, que nos espera com amor. É bom pensar nisto: nós temos um Pai que nos espera com amor, e também a nossa Mãe Maria está lá em cima e nos aguarda com amor.

 

Mas enquanto a vida passa, Deus faz resplandecer «para o seu povo, peregrino sobre a terra, um sinal de consolação e de esperança segura» (Prefácio da solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria). Aquele sinal tem um rosto e um nome: o rosto luminoso da Mãe do Senhor, o nome abençoado de Maria, cheia de graça, bem-aventurada porque acreditou na palavra do Senhor: a grande crente! Como membros da Igreja, estamos destinados a participar na glória da nossa Mãe porque, graças a Deus, também nós cremos no sacrifício de Cristo na cruz e, mediante o Batismo, estamos inseridos neste mistério de salvação.

 

Hoje oremos todos juntos a Ela a fim de que, enquanto percorremos o nosso caminho nesta terra, nos dirija o seu olhar misericordioso, ilumine a nossa vereda, nos indique a meta e, depois deste exílio, nos mostre Jesus, fruto abençoado do seu seio” (Angelus, 15 de agosto de 2015).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Livro do Apocalipse

«O templo de Deus abriu-se no Céu e a arca da aliança foi vista no seu templo. Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça» (Ap 12,1).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “Maria, a mãe que cuidou de Jesus, agora cuida com carinho e preocupação materna deste mundo ferido. Assim como chorou, com o coração trespassado, a morte de Jesus, assim também agora Se compadece do sofrimento dos pobres crucificados e das criaturas deste mundo exterminadas pelo poder humano. Ela vive, com Jesus, completamente transfigurada, e todas as criaturas cantam a sua beleza. É a Mulher «vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas na cabeça» (Ap 12,1). Elevada ao céu, é Mãe e Rainha de toda a criação. No seu corpo glorificado, juntamente com Cristo ressuscitado, parte da criação alcançou toda a plenitude da sua beleza. Maria não só conserva no seu coração toda a vida de Jesus, que «guardava» cuidadosamente (cf. Lc 2,51), mas agora compreende também o sentido de todas as coisas. Por isso, podemos pedir-Lhe que nos ajude a contemplar este mundo com um olhar mais sapiente” (Laudato si’, 241).

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

3 Ave-Marias

Salve-rainha

Mistérios Gozozos

Segunda e Sábado

Evangelho de São lucas

«Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José, que era descendente de David. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David; reinará eternamente sobre a casa de Jacob, e o seu reinado não terá fim» (Lc 1,26-33).

 

Meditação do Papa Francisco:

“O Evangelho apresenta-nos Maria, uma jovem de Nazaré, pequena localidade da Galileia, nos arrabaldes do império romano e também na periferia de Israel. Um pequeno povoado. E no entanto, sobre ela, uma jovem daquela aldeia pequena e longínqua, pousou o olhar do Senhor, que a escolheu para ser a Mãe do Seu Filho. Em vista desta maternidade, Maria foi preservada do pecado original, ou seja, daquela rutura na comunhão com Deus, com os outros e com a criação, que fere cada ser humano em profundidade. Mas esta rutura foi curada antecipadamente na Mãe d’Aquele que veio para nos libertar da escravidão do pecado. A Imaculada está inscrita no desígnio de Deus; é fruto do amor de Deus que salva o mundo. E Nossa Senhora nunca se afastou daquele amor: a sua vida inteira, todo o seu ser constitui um «sim» àquele amor, é um «sim» a Deus. Mas certamente isto não foi fácil para Ela! Quando o Anjo lhe chama «cheia de graça» (Lc 1,28), Ela permanece «muito perturbada», porque na sua humildade se sente como nada diante de Deus. O Anjo consola-a: «Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus» (vv. 30-31). Este anúncio inquieta-a ainda mais, também porque ainda não estava casada com José; mas o Anjo acrescenta: «O Espírito Santo descerá sobre ti... Por isso, Aquele que nascer de ti será santo, chamar-se-á Filho de Deus» (v. 35). Maria ouve, obedece interiormente e responde: «Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra» (v. 38). O mistério desta jovem de Nazaré, que se encontra no Coração de Deus, não nos é alheio. Não significa que Ela está lá e nós aqui. Não, estamos unidos. Com efeito, Deus pousa o Seu olhar de amor sobre cada homem e mulher! Com um nome e um sobrenome. O Seu olhar de amor está sobre cada um de nós” (Angelus, 8 de dezembro de 2013).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Evangelho de São Lucas

«Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio» (Lc 1,39-41).

 

Meditação do Papa Francisco:

“O Evangelho põe em evidência a figura de Maria. Vemo-la quando, imediatamente depois de ter concebido na fé o Filho de Deus, enfrenta a longa viagem de Nazaré da Galileia, até aos montes da Judeia para visitar e ajudar Isabel. O anjo Gabriel revelara-lhe que a sua idosa parente, que não tinha filhos, estava no sexto mês de gravidez (cf. Lc 1,26.36). Por isso Nossa Senhora, que traz em si um dom e um mistério ainda maior, vai ao encontro de Isabel e permanece três meses com ela. No encontro entre as duas mulheres — imaginai: uma idosa e a outra jovem; é a jovem, Maria, que saúda primeiro. O Evangelho reza assim: «Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel» (Lc 1,40). E, após aquela saudação, Isabel sente-se envolvida por um grande enlevo — não vos esqueçais desta palavra: enlevo. O enlevo! Isabel sente-se arrebatada por um grande enlevo que ressoa nas suas palavras: «Donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor?» (v. 43). O primeiro é o outro, no qual devemos reconhecer um irmão, porque desde que teve lugar o Natal de Jesus, cada rosto tem gravado em si o semblante do Filho de Deus. Sobretudo quando se trata da face do pobre, pois foi como pobre que Deus entrou no mundo e foi antes de tudo pelos pobres que Se deixou aproximar” (Angelus, 20 de dezembro de 2015).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Evangelho de São Lucas

«Enquanto ali se encontravam, chegou o dia de ela dar à luz, e teve o seu Filho primogénito. Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo» (Lc 2,6-9).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “Quando ouvirmos falar do nascimento de Cristo, permaneçamos em silêncio e deixemos que seja aquele Menino a falar; gravemos no nosso coração as Suas palavras, sem afastar o olhar do Seu rosto. Se O tomarmos nos nossos braços e nos deixarmos abraçar por Ele, dar-nos-á a paz do coração que jamais terá fim. Este Menino ensina-nos aquilo que é verdadeiramente essencial na nossa vida. Nasce na pobreza do mundo, porque, para Ele e Sua família, não há lugar na hospedaria. Encontra abrigo e proteção num estábulo e é deitado numa manjedoura para animais. E todavia, a partir deste nada, surge a luz da glória de Deus. A partir daqui, para os homens de coração simples, começa o caminho da verdadeira libertação e do resgate perene. Deste Menino, que, no Seu rosto, traz gravados os traços da bondade, da misericórdia e do amor de Deus Pai, brota – em todos nós, Seus discípulos, como ensina o apóstolo Paulo – a vontade de «renúncia à impiedade» e à riqueza do mundo, para vivermos «com sobriedade, justiça e piedade” (Tt 2,12) (Homilia na noite de Natal 2015).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Evangelho de São Lucas

«Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor» (Lc 2,22-24).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “Diante do nosso olhar apresenta-se um acontecimento simples, humilde e grande: Maria e José levam Jesus ao templo de Jerusalém. Trata-se de uma criança como muitas, mas é única: é o Unigénito que veio para todos. Este Menino trouxe-nos a misericórdia e a ternura de Deus: Jesus constitui o semblante da Misericórdia do Pai. É este ícone que o Evangelho nos oferece no encerramento do Ano da Vida Consagrada, um ano vivido com grande entusiasmo. Agora como um rio, ele conflui no mar da misericórdia, neste imenso mistério de amor que continuamos a experimentar através do Jubileu extraordinário” (Homilia, 2 de fevereiro de 2016).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Evangelho de São Lucas

«Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. Passados três dias, encontraram-n’O no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas. Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados; e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura» (Lc 2,43. 46-48).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “Também esta imagem contém um ensinamento estupendo para as nossas famílias; é que a peregrinação não termina quando se alcança a meta do santuário, mas quando se volta para casa e se retoma a vida de todos os dias, fazendo valer os frutos espirituais da experiência vivida. Sabemos o que Jesus então fizera: em vez de voltar para casa com os Seus, ficou em Jerusalém no Templo, causando uma grande aflição a Maria e a José que não O encontravam. Provavelmente, por esta Sua «escapadela», também Jesus teve que pedir desculpa a Seus pais (o Evangelho não diz, mas acho que podemos supô-lo). Aliás, na pergunta de Maria, subjaz de certo modo uma repreensão, ressaltando a preocupação e angústia dela e de José. No regresso a casa, com certeza Jesus uniu-Se estreitamente a eles, para lhes demonstrar toda a Sua afeição e obediência. Fazem parte da peregrinação da família também estes momentos que, com o Senhor, se transformam em oportunidades de crescimento, em ocasiões de pedir e receber o perdão, de demonstrar amor e obediência” (Homilia, 27 de dezembro de 2015).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

3 Ave-Marias

Salve-rainha

Mistérios Dolorosos

Terça e Sexta

Evangelho de São Mateus

«Então, Jesus chegou com eles a uma propriedade, chamada Getsémani, e disse aos discípulos: «Ficai aqui, enquanto Eu vou além orar». E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-Se e a angustiar-Se. Disse-lhes então: «A minha alma está numa tristeza de morte. Ficai aqui e vigiai comigo». E, adiantando-Se um pouco mais, caiu com o rosto por terra, enquanto orava e dizia: «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice. Todavia, não se faça como Eu quero, mas como Tu queres» (Mt 26,36-39).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “Jesus vem para fazer a vontade de Deus e começa de uma maneira forte, assim como termina, na cruz. Consequentemente «a obediência à vontade de Deus é o caminho de Jesus, que começa assim: “Vim para fazer a vontade de Deus”». O diabo, no deserto, com as tentações, mostrou-Lhe outros caminhos» e «Ele recusou-os». Uma fidelidade que retorna também nas palavras: «Pai, seja feita a Tua vontade», pronunciadas na noite em que rezava no horto e pedia a Deus para afastar «este cálice, esta cruz. Jesus sofreu muito. Mas repete: que seja feita a Tua vontade». Este «é o alimento de Jesus e também o caminho do cristão». É preciso perguntar-se: «Rezo para que o Senhor me dê o desejo de fazer a Sua vontade? Ou procuro atalhos, porque sinto medo da vontade de Deus?». Certamente «são difíceis e nós não somos capazes, com as nossas forças, de aceitar o que o Senhor nos diz». Mas há uma ajuda para o conseguir, é a oração: «Senhor, dá-me a coragem, a força para ir em frente, segundo a vontade do Pai». Fazer a vontade de Deus faz-nos ser parte da família de Jesus. «Que o Senhor nos conceda a graça desta familiaridade», que significa «precisamente fazer a Sua vontade»” (Homilia na Capela de Santa Marta, 27 de janeiro de 2015).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Evangelho de São Marcos

«Então Pilatos, querendo contentar a multidão, soltou-lhes Barrabás e, depois de ter mandado açoitar Jesus, entregou-O para ser crucificado» (Mc 15,15).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “Ó Cristo crucificado e vitorioso, a Tua Via-Sacra é a síntese da Tua vida; é o ícone da Tua obediência à vontade do Pai; é a realização do Teu infinito amor por nós pecadores; é a prova da Tua missão; é o cumprimento definitivo da revelação e da história da salvação. O peso da Tua cruz liberta-nos de todos os nossos fardos.

 

Na Tua obediência à vontade do Pai, damo-nos conta da nossa rebelião e desobediência. Em Ti, vendido, traído e crucificado pelo Teu povo e pelos Teus amigos, vemos as nossas traições diárias e as nossas infidelidades habituais. Na Tua inocência, Cordeiro imaculado, vemos a nossa culpa. No Teu rosto esbofeteado, cuspido e desfigurado, vemos toda a brutalidade dos nossos pecados. Na crueldade da Tua Paixão, vemos a crueldade do nosso coração e das nossas ações. No Teu sentir-Te «abandonado», vemos todos os abandonados pelos familiares, pela sociedade, pela atenção e pela solidariedade. No Teu corpo dilacerado, mutilado e martirizado, vemos os corpos dos nossos irmãos abandonados ao longo das ruas, desfigurados pela nossa negligência e indiferença. Na Tua sede, Senhor, vemos a sede do Teu Pai misericordioso que em Ti quis abraçar, perdoar e salvar toda a humanidade. Em Ti, amor divino, vemos ainda hoje os nossos irmãos perseguidos, decapitados e crucificados por causa da sua fé em Ti, sob os nossos olhos e frequentemente com o nosso silêncio cúmplice” (Via-Sacra, Sexta-Feira Santa 2015, Discursos).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Evangelho de São Mateus

«Pilatos, vendo que não conseguia nada e aumentava o tumulto, mandou vir água e lavou as mãos na presença da multidão, dizendo: «Estou inocente do sangue deste homem. Isso é lá convosco». E todo o povo respondeu: «O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos». Soltou-lhes então Barrabás. E, depois de ter mandado açoitar Jesus, entregou-lh’O para ser crucificado. Então os soldados do governador levaram Jesus para o pretório e reuniram à volta d’Ele toda a coorte. Tiraram-Lhe a roupa e envolveram-n’O num manto vermelho. Teceram uma coroa de espinhos e puseram-Lha na cabeça e colocaram uma cana na sua mão direita. Ajoelhando diante d’Ele, escarneciam-n’O, dizendo: «Salve, rei dos judeus!». Depois, cuspiam-Lhe no rosto e, pegando na cana, batiam-Lhe com ela na cabeça. Depois de O terem escarnecido, tiraram-Lhe o manto, vestiram-Lhe as suas roupas e levaram-n’O para ser crucificado» (Mt 27,24-31).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “Sou eu como Pilatos? Quando vejo que a situação é difícil, lavo as mãos e não assumo a minha responsabilidade, condenando ou deixando condenar as pessoas?

 

Sou eu como aquela multidão que não sabia bem se estava numa reunião religiosa, num julgamento ou num circo, e escolhe Barrabás? Para ela tanto valia: era mais divertido, para humilhar Jesus.

 

Sou eu como os soldados, que batem no Senhor, cospem-Lhe em cima, insultam-n’O, divertem-se com a humilhação do Senhor?

 

Sou eu como Simão de Cirene que voltava do trabalho, cansado, mas teve a boa vontade de ajudar o Senhor a levar a cruz?

Sou eu como aqueles que passavam diante da cruz e escarneciam de Jesus? «Era tão corajoso! Desça da cruz e nós acreditaremos n’Ele!». Escarnecem de Jesus...

 

Sou eu como aquelas mulheres corajosas, e como a Mãe de Jesus, que estavam lá e sofriam em silêncio?

 

Sou eu como José, o discípulo oculto, que leva o corpo de Jesus, com amor, para lhe dar sepultura?

 

Sou eu como as duas Marias que permanecem junto do sepulcro chorando, rezando?

 

Sou eu como aqueles líderes que, no dia seguinte, foram ter com Pilatos para lhe dizer: «Olha que Ele afirmava que havia de ressuscitar. Não queremos mais enganos!» e bloqueiam a vida, bloqueiam o sepulcro para defender a doutrina, para que a vida não irrompa?

 

Onde está o meu coração? Com qual destas pessoas me pareço?” (Homilia, 13 de abril de 2014).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Evangelho de São Lucas

«Então Pilatos decidiu fazer o que eles pediam: soltou aquele que fora metido na cadeia por insurreição e assassínio, como eles reclamavam, e entregou-lhes Jesus para o que eles queriam. Quando O conduziam, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para a levar atrás de Jesus» (Lc 25,25-26).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “A Cruz de Jesus é a Palavra com que Deus respondeu ao mal do mundo. Às vezes parece-nos que Deus não responde ao mal, que permanece calado. Na realidade, Deus falou, respondeu, e a sua resposta é a Cruz de Cristo: uma Palavra que é amor, misericórdia, perdão. É também julgamento: Deus julga amando-nos. Lembremo-nos: Deus julga amando-nos. Se acolho o Seu amor, estou salvo; se o recuso, estou condenado, não por Ele, mas por mim mesmo, porque Deus não condena, Ele unicamente ama e salva.

Amados irmãos, a palavra da Cruz é também a resposta dos cristãos ao mal que continua a agir em nós e ao nosso redor. Os cristãos devem responder ao mal com o bem, tomando sobre si a Cruz, como Jesus” (Via-Sacra, Sexta-Feira Santa 2013, Discursos).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Evangelho de são João

«Estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa. Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede». Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou» (Jo 19,25-30).

 

Meditação do papa francisco:

“Ninguém, como Maria, conheceu a profundidade do mistério de Deus feito homem. Na sua vida, tudo foi plasmado pela presença da misericórdia feita carne. A Mãe do Crucificado ressuscitado entrou no santuário da misericórdia divina, porque participou intimamente no mistério do Seu amor.

 

Ao pé da cruz, Maria, juntamente com João, o discípulo do amor, é testemunha das palavras de perdão que saem dos lábios de Jesus. O perdão supremo oferecido a quem O crucificou, mostra-nos até onde pode chegar a misericórdia de Deus. Maria atesta que a misericórdia do Filho de Deus não conhece limites e alcança a todos, sem excluir ninguém. Dirijamos-lhe a oração, antiga e sempre nova, da Salve-Rainha, pedindo-lhe que nunca se canse de volver para nós os seus olhos misericordiosos e nos faça dignos de contemplar o rosto da misericórdia, Seu Filho Jesus” (MV, 24).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

3 Ave-Marias

Salve-rainha

Mistérios Luminosos

Quinta

Evangelho de São Lucas

«Quando todo o povo recebeu o batismo, Jesus também foi batizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência» (Lc 3,21-22).

 

 

Meditação do Papa Francisco:

 “O Evangelho apresenta-nos Jesus nas águas do rio Jordão, no centro de uma maravilhosa revelação divina. São Lucas escreve: «Enquanto Jesus, tendo também Ele recebido o batismo, estava em oração, o céu abriu-se e sobre Ele desceu o Espírito Santo em forma corpórea, como uma pomba; e do céu ouviu-se uma voz: “Tu és o meu Filho muito amado; em Ti pus todo o meu enlevo”» (Lc 3,21-22). Deste modo Jesus é consagrado e manifestado pelo Pai como o Messias, salvador e libertador. Neste acontecimento — testemunhado pelos quatro Evangelhos — verificou-se a passagem do batismo de João Baptista, assente no símbolo da água, para o Batismo de Jesus, «no Espírito Santo e no fogo» (Lc 3,16). Com efeito, no Batismo cristão o Espírito Santo é o principal artífice: é Ele que queima e destrói o pecado original, restituindo ao batizado a beleza da graça divina; é Ele que nos liberta do domínio das trevas, ou seja do pecado, transferindo-nos para o reino da luz, ou seja do amor, da verdade e da paz: este é o reino da luz. Pensemos a que dignidade nos eleva o Batismo” (Angelus, 10 de janeiro de 2016).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Evangelho de São Marcos

«Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser» (Jo 2,1-5).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “A mãe faz notar ao Filho que o vinho acabou. E Jesus, depois de lhe ter respondido que ainda não chegou a Sua hora, aceita, contudo, a sua solicitação e dá aos esposos o vinho melhor de toda a festa. Mas o milagre de Caná não diz respeito só aos esposos. Cada pessoa humana está chamada a encontrar o Senhor na sua vida. A fé cristã é um dom que recebemos com o Batismo e que nos permite encontrar Deus. A fé atravessa tempos de alegria e de sofrimento, de luz e de obscuridade, como em qualquer experiência de amor autêntico. A narração das bodas de Caná convida-nos a redescobrir que Jesus não se nos apresenta como um juiz pronto para condenar as nossas culpas, nem como um comandante que nos impõe que sigamos cegamente as suas ordens; manifesta-Se como Salvador da humanidade, como irmão, como o nosso irmão maior, Filho do Pai: apresenta-Se como Aquele que responde às expectativas e promessas de alegria que habitam o coração de cada um de nós” (Angelus, 17 de janeiro de 2016).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Evangelho de São Marcos

«Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho» (Mc 1,14-15).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “São Marcos frisa que Jesus começou a pregar «depois que João [o Baptista] foi preso» (1,14). Precisamente no momento em que a voz profética do batista, que anunciava a vinda do Reino de Deus, é abafada por Herodes, Jesus começa a percorrer os caminhos da Sua terra para levar a todos, sobretudo aos pobres, «o Evangelho de Deus» (ibid.). O anúncio de Jesus é semelhante ao de João, mas distingue-se pelo facto de que Jesus já não indica para o alto quem deve vir: Jesus é Ele mesmo o cumprimento das promessas; é Ele mesmo a «boa nova» a acreditar, acolher e comunicar aos homens e mulheres de todos os tempos, para que também eles Lhe confiem a sua existência. Jesus Cristo em pessoa é a Palavra viva e ativa na história: quem O ouve e segue entra no Reino de Deus” (Angelus, 25 de janeiro de 2015).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Evangelho de São Marcos

«Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e levou-os, só a eles, a um monte elevado. E transfigurou-se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que lavadeira alguma da terra as poderia branquear assim. Apareceu-lhes Elias, juntamente com Moisés, e ambos falavam com Ele» (Mc 9,2-4).

 

Meditação do Papa Francisco:

 “Jesus revela-Se como o Ícone perfeito do Pai, a irradiação da Sua glória. É o cumprimento da revelação; por isso, ao lado da Sua figura transfigurada aparecem Moisés e Elias, que representam a Lei e os Profetas, como que para significar que tudo termina e começa em Jesus, na Sua paixão e na Sua glória. O caminho de Jesus sempre nos leva rumo à felicidade! No percurso haverá sempre uma cruz, provações, mas no final sempre nos leva para a felicidade. Jesus não nos engana, pois prometeu-nos a felicidade e no-la concederá se caminharmos pelas Suas sendas. Com Pedro, Tiago e João, hoje subamos também nós a montanha da Transfiguração e detenhamo-nos em contemplação da face de Jesus, para receber a Sua mensagem e para a traduzir na nossa vida, a fim de que também nós possamos ser transfigurados no Amor. Na realidade, o amor consegue transfigurar tudo. O amor transfigura tudo! Credes nisto? Que nos sustenha neste caminho a Virgem Maria” (Angelus, 1 de março de 2015).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

Evangelho de São Mateus

«Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: «Tomai, comei: Isto é o meu corpo.» Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lho, dizendo: «Bebei dele, todos. Porque este é o meu sangue, sangue da Aliança, que vai ser derramado por muitos, para perdão dos pecados. Eu vos digo: Não beberei mais deste produto da videira, até ao dia em que beber o vinho novo convosco no Reino de meu Pai» (Mt 26,26-29).

 

 

Meditação do Papa Francisco:

 “Na Ceia, Jesus oferece o Seu Corpo e o Seu Sangue mediante o pão e o vinho, para nos deixar o memorial do Seu sacrifício de amor infinito. E com este «viático» repleto de graça, os discípulos dispõem de tudo o que é necessário para o seu caminho ao longo da história, para estender o Reino de Deus a todos. Cristo presente no meio de nós, no sinal do pão e do vinho, exige que a força do amor ultrapasse todas as dilacerações e, ao mesmo tempo, que se torne comunhão inclusive com o mais pobre, sustentáculo para quem é frágil, atenção fraterna a quantos têm dificuldade de carregar o peso da vida quotidiana, e correm o perigo de perder a própria fé. Jesus derramou o Seu Sangue como preço e lavacro, para que nós fôssemos purificados de todos os nossos pecados: para não nos aviltarmos, fixemos o nosso olhar n’Ele, saciemo-nos na Sua fonte, a fim de sermos preservados do risco da corrupção. E então experimentaremos a graça de uma transformação: seremos sempre pobres pecadores, mas o Sangue de Cristo libertar-nos-á dos nossos pecados, restituir-nos-á a nossa dignidade” (Homilia, 4 de junho de 2015, solenidade do Corpo e Sangue de Cristo).

 

Pai-Nosso

10 Ave-Marias

Glória

3 Ave-Marias

Salve-rainha

Partilhar
Shopping Basket