Paróquia de Campelos

Jesus foi para casa

TERÇA-FEIRA DA XVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Pe. Paolo Ciampoli

28/07/2020

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (13, 36-43)
Naquele tempo, Jesus deixou a multidão e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo». Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que o semeou é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os Anjos. Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do homem enviará os seus Anjos, que tirarão do seu reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, e hão-de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. Então, os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça».

Jesus foi para casa e os discípulos aproximaram-se. Qual é a casa de Deus? Ele só pode morar num coração humilhado e contrito. Diz o Deuteronómio: «Qual é a grande nação cujos deuses lhe estejam tão próximos, como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o invocamos?» (Dt 4, 7). Tu dirás: «Mas eu já o invoquei muitas vezes nas minhas tribulações, e parece que Ele não me escuta, não aparece!». É preciso ver qual a razão pela qual o invocamos. O que é para nós a oração? Rezo a Deus só porque estou na aflição: sou como um filho que vai ter com o pai ou a mãe para lhe pedir dinheiro, só os procura para seu interesse; ou como um neto que procura os avós para lhes pedir dinheiro. Diz Jeremias: «Buscar-me-eis e me encontrareis, se me procurardes de todo o coração. Deixar-me-ei encontrar por vós, farei regressar os cativos e irei buscar-vos a todas as nações e a todos os lugares por onde vos dispersei, a fim de vos fazer voltar ao lugar donde vos desterrei» (Jr 29, 13-14).
Coragem, que se hoje te encontras num exílio, esse sofrimento é uma bênção, através da qual podes voltar ao Senhor, buscá-lo de todo o coração. Hoje, amamos mais a nós próprios, e somos nós o deus da nossa vida. Se tudo correr bem, nem me lembro de rezar a Deus. Rezar não é pedir coisas, mas sim estar com Cristo, procurá-lo como a amada procura o amado. O exílio foi permitido na vida do povo para que crescesse nele o amor por Deus. E na nossa vida acontece a mesma coisa: tudo o que Deus permite é para que o nosso coração ame a Ele, pois nisso se encontra o sentido da nossa vida.
Paz

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